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Teste da Orelhinha

VOCÊ CONHECE O TESTE DA ORELHINHA?

 

A Lei Federal n°12.303 de 2 de agosto do ano de 2010, torna obrigatório e gratuito em todas as maternidades e hospitais do país o Exame de Emissões Otoacústicas Evocadas, mais conhecido como Teste da Orelhinha, nos recém-nascidos. O exame é essencial para detectar possíveis deficiências auditivas na criança. Ainda na gestação, o bebê já é capaz de identificar sons do corpo e da voz materna. Realizado ainda nos primeiros dias de vida, o teste identifica rapidamente se há alguma deficiência auditiva e o tratamento mais adequado.

 

O teste é indolor, dura alguns minutos e o resultado sai na hora. Para ser realizado, o bebê precisa estar dormindo. O Exame de Emissões Otoacústicas consiste em colocar um pequeno fone no ouvido da criança que emite sons para a cóclea, que transforma as vibrações sonoras em impulsos nervosos para o cérebro.

 

O ideal é que o exame seja realizado ainda no primeiro mês de vida. Não tem, entretanto, nenhuma contraindicação para ser feito depois. Mas o objetivo dessa brevidade é, se o bebê tiver algum tipo de perda auditiva e precisar de intervenção, haver tempo adequado para isso, que é aos três meses de vida.

 

São considerados neonatos ou lactentes com indicadores de risco para deficiência auditiva (Irda) aqueles que apresentarem os seguintes fatores em suas histórias clínicas:

 

  • ⇒ Preocupação dos pais com o desenvolvimento da criança, da audição, fala ou linguagem;
  • ⇒ Antecedente familiar de surdez permanente, com início desde a infância, sendo assim considerado como risco de hereditariedade. Os casos de consanguinidade devem ser incluídos neste item;
  • ⇒ Permanência na UTI por mais de cinco dias, ou a ocorrência de qualquer uma das seguintes condições, independente do tempo de permanência na UTI: ventilação extracorpórea; ventilação assistida; exposição a drogas ototóxicas como antibióticos aminoglicosídeos e/ou diuréticos de alça; hiperbilirrubinemia; anóxia perinatal grave; Apgar Neonatal de 0 a 4 no primeiro minuto, ou 0 a 6 no quinto minuto; peso ao nascer inferior a 1.500 gramas;
  • ⇒ Infecções congênitas (toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes, sífilis, HIV).
  • ⇒ Anomalias craniofaciais envolvendo orelha e osso temporal;
  • ⇒ Síndromes genéticas que usualmente expressam deficiência auditiva (como Waardenburg, Alport, Pendred, entre outras);
  • ⇒ Distúrbios neurodegenerativos (ataxia de Friedreich, síndrome de Charcot-Marie-Tooth). Infecções bacterianas ou virais pós-natais como citomegalovírus, herpes, sarampo, varicela e meningite;
  • ⇒ Traumatismo craniano;

 

 

Teste no SUS - O teste da orelhinha é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006, quando o Ministério da Saúde recomendou nas Diretrizes para a Programação Pactuada e Integrada da Assistência à Saúde/PPI, que se fosse implantado a Triagem Auditiva Neonatal de maneira gradativa: prioritariamente para neonatos (até 28 dias de vida) e lactentes (29 dias a 2 anos) com risco para deficiência auditiva e ampliada posteriormente para outros recém nascidos, até se tornar um procedimento universal, na medida em que as condições de continuidade da investigação e da terapêutica para todas as crianças estivessem garantidas pelos gestores municipais e estaduais, nas Redes de Serviços de Atenção à Saúde Auditiva.

 

Referência:

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012.

Seja bem-vindo!

 

Essa página foi criada com o objetivo de destacar informações de relevância a promoção da saúde dos usuários/pacientes que utilizam os serviços da Estratégia Saúde da Família.

Contudo essa página não pretende oferecer soluções imediatistas para os dilemas da vida humana, simplesmente vai sugerir uma outra maneira de raciocinar sobre os conflitos existenciais do cotidiano comum da população. 

Vale ressaltar que essa é uma pagina sem fins lucrativos e não governamental.

 

Fique à vontade!

 

Edilon Miranda

COREN-ES 350768 - Enfermeiro

Especialista em Estratégia Saúde da Família pela UERJ


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