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Candidíase Vaginal

Candidíase Vaginal: cuidados diários podem evitar evolução da doença

Postado em: 10/09/2016


É uma infecção da vulva e vagina, causada por um fungo comensal que habita a mucosa vaginal e a mucosa digestiva, que cresce quando o meio torna-se favorável para o seu desenvolvimento; 80 a 90% dos casos são devidos à Candida albicans, e 10 a 20% a outras espécies chamadas não-albicans (C. tropicalis, C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis).  A relação sexual já não é considerada a principal forma de transmissão, visto que esses organismos podem fazer parte da flora endógena em até 50% das mulheres assintomáticas.

A cândida normalmente vive dentro do sistema gastrointestinal, sendo encontrada até no ânus. O caminho até a vagina é curto e fácil, porém ela só se desenvolverá como candidíase se achar alguma brecha na proteção natural que o corpo já oferece.

A doença não é sexualmente transmissível, apesar do fungo, eventualmente, poder chegar à vagina durante o ato sexual. Isso inclui também o sexo oral.  O local é favorável para o fungo se desenvolver porque é úmido e quente. Se a paciente tem dificuldades para evacuar, acaba aumentando a quantidade do fungos em seu organismo e é na hora da limpeza que um dos riscos maiores de contágio do fundo pode acontecer. Após evacuar, não se deve limpar com o papel higiênico no sentido de trás para frente.

 

OS FATORES PREDISPONENTES DA CANDIDÍASE VULVOVAGINAL SÃO:

⇒ Gravidez;

⇒ Diabetes melitus (descompensado);

⇒ Obesidade;

⇒ Uso de contraceptivos orais de altas dosagens;

⇒ Uso de antibióticos, corticóides ou imunossupressores;

⇒ Hábitos de higiene e vestuário inadequados (diminuem a ventilação e aumentam a umidade e o calor local);

⇒ Contato com substâncias alergenas e/ou irritantes (por exemplo: talco, perfume, desodorantes); e

⇒ Alterações na resposta imunológica (imunodeficiência), inclusive a infecção pelo HIV.

 

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS Sinais e sintomas dependerão do grau de infecção e da localização do tecido inflamado; podem se apresentar isolados ou associados, e incluem:

⇒ Prurido (coceira) vulvovaginal (principal sintoma, e de intensidade variável);

⇒ Ardor ou dor à micção (ao urinar);

⇒ Corrimento branco, grumoso, inodoro e com aspecto caseoso (“leite coalhado”);

⇒ Hiperemia (vermelhidão), edema (inchaço) vulvar, fissuras e maceração da vulva;

⇒ Dispareunia (dor durante a relação sexual);

⇒ Fissuras e maceração da pele.

 

GESTANTES 

A candidíase vulvovaginal é muito comum no transcorrer da gravidez, podendo apresentar recidivas pelas condições propícias do pH vaginal que se estabelece nesse período.

 

PARCEIROS 

Não precisam ser tratados, exceto os sintomáticos. Alguns autores recomendam o tratamento via oral de parceiros apenas para os casos recidivantes.

 

OBSERVAÇÕES

Em mulheres que apresentam 4 ou mais episódios por ano, devem ser investigados outros fatores predisponentes: diabetes, imunodepressão, infecção pelo HIV, uso de corticóides.

Sempre se atentar quanto à higiene adequada e uso de roupas que garantam boa ventilação.

 


 

Referência:

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Coordenação Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids. Manual de Controle das Doenças Sexualmente Transmissíveis. Brasília. Ministério da Saúde, 1999 – 3ª edição.

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