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A GESTAÇÃO E AS AÇÕES EDUCATIVAS

A GESTAÇÃO E AS AÇÕES EDUCATIVAS

 Postado em: 27/02/2016

 

As transformações biológicas, emocionais, culturais e afetivas que a mulher vivencia durante a gravidez requer maior atenção voltada para a promoção da saúde pela equipe responsável pelo pré-natal. Nessa fase a gestante demonstra reações que muitas vezes são inexistentes quando não está gravida, pelo fato das alterações hormonais, sendo assim a variação de humor, as preocupações e as crises de ansiedade surgem com mais frequências (BRASIL, 2012; FRIGO et al, 2012, CREMONESE, 2012).

 

Na gestação temos um envolvimento cultural e social muito grande em relação à assistência das equipes de saúde, visto que é uma fase onde é envolvida de mitos, crenças, dúvidas e anseios que as mulheres vivenciam no seu contexto diário no formato familiar e/ou social. Essas vivências podem de forma direta ou indireta influenciar a adesão ou não da gestante ao pré-natal, exemplificado este fato cita-se o aleitamento materno que sofre por diversas vezes o peso dessas vivencias, sendo assim a influencia será de forma positiva ou negativa o que determinará a duração da prática de forma exclusiva ou até mesmo o tempo no qual será oferecido o leite materno como alimento para o recém-nascido (VIEIRA, 2011; BRASIL, 2012; FRIGO et al, 2012;CREMONESE, 2012; CASTELLI, MAAHS e ALMEIDA, 2014; WENZEL e SOUZA,2014).

 

Especialistas destacam a importância do pré-natal na relação direta de uma assistência adequada ao nascimento do recém-nascido saudável e a um parto e um puerpério sem impactos para as saúde materna (BRASIL, 2012). Frigo et al (2012, p. 113) destacam a [..] necessidade de ações de saúde desenvolvidas por uma rede regionalizada e hierarquizada de atenção à saúde, com tecnologias adequadas a cada nível de atenção, visando ao atendimento integral [...]

Dentre as tecnologias usadas pela atenção básica, enquadra-se o uso de atividades em grupocomo estratégia de processos educativos, onde é oportunizado interações entre indivíduos distintos de forma dinâmica e reflexiva através de metodologia de sala de espera, encontro e curso. O trabalho com grupos promove um melhor acolhimento, fortalece as potencialidades individuais, familiares e coletivas, visando à valorização e promoção da saúde (VIEIRA, 2011; BRASIL, 2012; FRIGO et al, 2012; CREMONESE, 2012; CASTELLI, MAAHS e ALMEIDA, 2014; WENZEL e SOUZA,2014).

 

O Brasil (2012, p.39) ressalta que o acolhimento [...] favorece a construção de uma relação de confiança e compromisso dos usuários com as equipes e os serviços [...].

 

Nesse contexto,a sala de espera, encontro e curso é a extensão do atendimento realizado nas consultas de pré-natal no espaço dos consultórios ou por vezes pode ser até considerada como consulta devido à dinâmica empregada e a periodicidade trabalhada. A instrumentalização empregada quer seja sala de espera, encontro e/ou curso por disporem de mais tempo para trabalho e oportunidade informativa auxiliam/fortalecem a adesão das gestantes aos comportamentos considerados mais adequados pelas equipes de saúde, oportunizando assim um melhor acolhimento, diminuição de fatores que podem interferir no processo gestacional normal, facilita a relação equipe paciente e humaniza a assistência(VIEIRA, 2011; BRASIL, 2012; FRIGO et al, 2012; CREMONESE, 2012).

 

Edilon Miranda

Enfermeiro-ESF

 

REFERÊNCIAS

  1. BRASIL. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Manual técnico / Ministério da saúde; Secretaria de atenção à saúde; Departamento de atenção a saúde. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.
  2. CASTELLI, C. T. R.; MAAHS, M. A. P.; ALMEIDA, S. T. de. Identificação das dúvidas e Dificuldades de gestantes e puérperas em Relação Ao Aleitamento materno. Rev. CEFAC , São Paulo, v. 16, n. 4, p. 1178-1186, agosto de 2014.
  3. CREMONESE, L., et al. Grupo de Gestantes como Estratégia para Educação em Saúde. In: XVI Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão: APRENDER E EMPREENDER NA EDUCAÇÃO E NA CIÊNCIA. Volume 3, 2012. Anais Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão Unifra. Santa Maria, 2012.
  4. FRIGO, L. F. et al. A importância dos grupos de gestantena atenção primária: um relato de experiência. Revista de Epidemiologia e Controle de Infecção. Publicação Oficial do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do Hospital Santa Cruz, v. 2, n. 3, p. 113-114, 2012.
  5. VIEIRA, M. S. Grupo de Gestante na Equipe Saúde da Família: Proposta de Implantação no Centro de Saúde Confisco, Belo Horizonte, Minas Gerais. 2011. Trabalho de Conclusão de Curso – Curso de Especialização em Atenção Básica em Saúde da Família, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2011.
  6. WENZEL, Daniela; SOUZA, Sonia Buongermino de. Fatores associados ao aleitamento materno nas diferentes Regiões do Brasil. Rev. Bras. Saude Mater. Infant., Recife , v. 14, n. 3, p. 241-249, Sept. 2014

 

Seja bem-vindo!

 

Essa página foi criada com o objetivo de destacar informações de relevância a promoção da saúde dos usuários/pacientes que utilizam os serviços da Estratégia Saúde da Família.

Contudo essa página não pretende oferecer soluções imediatistas para os dilemas da vida humana, simplesmente vai sugerir uma outra maneira de raciocinar sobre os conflitos existenciais do cotidiano comum da população. 

Vale ressaltar que essa é uma pagina sem fins lucrativos e não governamental.

 

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Edilon Miranda

COREN-ES 350768 - Enfermeiro

Especialista em Estratégia Saúde da Família pela UERJ


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